"Quando a primavera chegar
Nos veremos de novo
Falaremos de coisas vividas
e sempre vivas
De afetos passados, de afetos presentes,
Falaremos de rosas, de espinhos
de contos de fadas,
De crianças brincando,
Mas sobretudo de nós.
Ouvirei teu silêncio, ouvirás o meu,
Nos daremos as mãos e dançaremos,
uma dança sem espaço, sem tempo;
Uma dança sem fim,
e nos envolveremos
no doce manto da ternura.
Ah! Quando a primavera chegar"...
Minha amiga Rosane mandou-me um lindo poema que fala do amor que eternamente a unirá ao seu amado que tão cedo partiu.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
De meu amor para mim.
Llegaste al mediodía
Hada de mis ensueños
Para que, juntos, vivamos
Tardes luminosas...
Beatrice/Maria Lúcia
Eres mi guía
En la selva obscura de los afanes
Y de las tareas inacabanadas.
12 de Agosto de 2008 11:46
Hada de mis ensueños
Para que, juntos, vivamos
Tardes luminosas...
Beatrice/Maria Lúcia
Eres mi guía
En la selva obscura de los afanes
Y de las tareas inacabanadas.
12 de Agosto de 2008 11:46
terça-feira, 16 de setembro de 2008
CINEMA MUDO
“Sobre tecnologia antigrampo, a única eficaz é não abrir a boca.”
A jóia é do Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o inigualável General Jorge Felix. O General é brilhante! Conseguiu semear o medo em todos nós. Estamos todos ameaçados de ser grampeados! Porque parece que grampear é simples de realizar e impossível de resolver. Eu, particularmente, tenho andado meio cabreira com uma barulheira que surge repentinamente, bem no meio de uma conversa. Porque, tendo um Ministro como o General (e da SEGURANÇA seja lá do que for), posso até acreditar que arapongas, que pertencem ao mesmo governo do espantoso militar, sejam tão desastrados quanto ele, a ponto de anunciar o grampo. Na verdade, meu único delito é ser contra este governo.
Uma vez que acredito nesta possibilidade, penso em algumas situações complicadas. Temo, por exemplo, que um simples pedido de esclarecimento a minha ginecologista possa desencadear uma avalanche de fofocas sobre minha vida particular e, sobretudo, sexual. Arapongas, em geral, são ignorantes e inescrupulosos, é claro. Assim, seguindo o conselho do General, vou abdicar do telefone em casos médicos. Porque há também o psicoterapeuta com quem falo muito raramente pelo telefone, mas a quem posso recorrer em caso de GRANDE necessidade. Perigosíssimo!
Mas há coisas simples, como, por exemplo, conversar com uma amiga e, sem querer, fazer algum comentário sobre outra, ou outras. De agora em diante, terei o máximo cuidado, falando o menos possível, vigiando meus pensamentos e cortando qualquer insinuação maldosa. Dizem que fêmeas não suportam fêmeas. Aliás, tenho reparado minha cadelinha, que brinca com machos, mas avança sobre fêmeas. E por falar em conversas telefônicas femininas, lembro-me de que certa vez meu pai teve que vir do quartel, furioso, para verificar se havia esquecido em casa certo documento. Fez questão de vir pessoalmente para poder constatar pessoalmente que minha mãe estava há horas conversando com amigas no telefone. Indignado, quis saber com quem conversava durante tanto tempo: “Com uma amiga, trocávamos receitas”. Eu era ainda bem pequena e acreditei piamente. Minha mãe não seria capaz de criticar outra mulher. Ou seria? Bons tempos aqueles em que os únicos grampos conhecidos eram os de cabelo.
Talvez, seguindo os sábios conselhos do General, seria melhor cortar de uma vez de nossas vidas o telefone. Afinal, temos a Internet. O problema é que Walquíria, uma de minhas principais interlocutoras, só olha seus e-mails uma vez por semana. Não conheço o endereço eletrônico de meu terapeuta, minhas sobrinhas se esquecem de ver a correspondência. Quanto à ginecologista, que mora defronte à minha casa, já resolvi que vou visitá-la quando surgir qualquer dúvida.
Ainda estou estudando outras estratégias para calar a boca e me proteger. É importante. Já conclui que sempre que o Felix abre a sua e exala um veredicto, a gente tem que acreditar. Lembram-se daquele: “Quanto menos transparência, melhor”? Aliás, dizem que o Lula ficou tão contrariado com as bobagens ditas pelo general que cancelou as participações dele nas reuniões matinais dos dias seguintes. Mas então, não seria melhor o mandar calar a boca e ficar em casa definitivamente, dizendo besteiras para a mulher?
A jóia é do Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o inigualável General Jorge Felix. O General é brilhante! Conseguiu semear o medo em todos nós. Estamos todos ameaçados de ser grampeados! Porque parece que grampear é simples de realizar e impossível de resolver. Eu, particularmente, tenho andado meio cabreira com uma barulheira que surge repentinamente, bem no meio de uma conversa. Porque, tendo um Ministro como o General (e da SEGURANÇA seja lá do que for), posso até acreditar que arapongas, que pertencem ao mesmo governo do espantoso militar, sejam tão desastrados quanto ele, a ponto de anunciar o grampo. Na verdade, meu único delito é ser contra este governo.
Uma vez que acredito nesta possibilidade, penso em algumas situações complicadas. Temo, por exemplo, que um simples pedido de esclarecimento a minha ginecologista possa desencadear uma avalanche de fofocas sobre minha vida particular e, sobretudo, sexual. Arapongas, em geral, são ignorantes e inescrupulosos, é claro. Assim, seguindo o conselho do General, vou abdicar do telefone em casos médicos. Porque há também o psicoterapeuta com quem falo muito raramente pelo telefone, mas a quem posso recorrer em caso de GRANDE necessidade. Perigosíssimo!
Mas há coisas simples, como, por exemplo, conversar com uma amiga e, sem querer, fazer algum comentário sobre outra, ou outras. De agora em diante, terei o máximo cuidado, falando o menos possível, vigiando meus pensamentos e cortando qualquer insinuação maldosa. Dizem que fêmeas não suportam fêmeas. Aliás, tenho reparado minha cadelinha, que brinca com machos, mas avança sobre fêmeas. E por falar em conversas telefônicas femininas, lembro-me de que certa vez meu pai teve que vir do quartel, furioso, para verificar se havia esquecido em casa certo documento. Fez questão de vir pessoalmente para poder constatar pessoalmente que minha mãe estava há horas conversando com amigas no telefone. Indignado, quis saber com quem conversava durante tanto tempo: “Com uma amiga, trocávamos receitas”. Eu era ainda bem pequena e acreditei piamente. Minha mãe não seria capaz de criticar outra mulher. Ou seria? Bons tempos aqueles em que os únicos grampos conhecidos eram os de cabelo.
Talvez, seguindo os sábios conselhos do General, seria melhor cortar de uma vez de nossas vidas o telefone. Afinal, temos a Internet. O problema é que Walquíria, uma de minhas principais interlocutoras, só olha seus e-mails uma vez por semana. Não conheço o endereço eletrônico de meu terapeuta, minhas sobrinhas se esquecem de ver a correspondência. Quanto à ginecologista, que mora defronte à minha casa, já resolvi que vou visitá-la quando surgir qualquer dúvida.
Ainda estou estudando outras estratégias para calar a boca e me proteger. É importante. Já conclui que sempre que o Felix abre a sua e exala um veredicto, a gente tem que acreditar. Lembram-se daquele: “Quanto menos transparência, melhor”? Aliás, dizem que o Lula ficou tão contrariado com as bobagens ditas pelo general que cancelou as participações dele nas reuniões matinais dos dias seguintes. Mas então, não seria melhor o mandar calar a boca e ficar em casa definitivamente, dizendo besteiras para a mulher?
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
ESTATUTO DO ALÉM
Sempre considerei o “Estatuto da criança e do adolescente” um instrumento estratégico para o crime organizado, que utiliza crianças e adolescentes, além de promover a total impunidade de cruéis assassinos “di menor”. Não só eu, mas quase toda sociedade brasileira. Mas diante do crime monstruoso cometido pelo pai e pela madrasta de dois meninos de 12 e 13 anos, resolvi inteirar-me do conteúdo do dito Estatuto. Afinal, tratando-se de algo tão polêmico, é preciso que a sociedade o conheça melhor.
Data de 1990, e tem como artigo 5o: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou OMISSÃO, aos seus direitos fundamentais”. Lendo nos jornais a história das duas infelizes crianças, ficamos sabendo que foram encontrados na rua, já tarde da noite, e que disseram aos policiais que os encontraram que haviam sido expulsos de casa. E aí entra um outro artigo do Estatuto, que vale a pena lembrar: “Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais”. E diz ainda em artigo mais adiante: “A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis”.
Aí leio no jornal (O Globo-domingo, 7 de setembro): “Na delegacia, a conselheira Edna Aparecida Ribeiro Amante decidiu leva-los de volta para casa. Os meninos não queriam ir e pediram para serem levados a um abrigo, pois tinham medo de voltar para casa.” Ou seja, a tal Conselheira Tutelar, nem siquer procurou averiguar nada – o que é artigo do Estatuto- , mostrou total ausência de compaixão, autorgando-se o dom da propriedade da verdade, acima de qualquer denúncia feita por duas crianças aterrorizadas Mas afinal, que tipo de gente eles empregam no tal de Conselho Tutelar? E o que é, afinal, o tal Conselho Tutelar, que tem nos seus quadros gente tão desqualificada? Diz ele, num de seus primeiros artigos acerca de suas funções: “Atender às crianças e adolescentes que tiverem seus direitos ameaçados por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; por falta; omissão ou abuso dos pais ou responsáveis; ou em razão de sua conduta”.E que atendimento tiveram os infelizes? A Sra. Amante, sabe-se lá de quem, traçou-lhes o trágico destino.
Uma vizinha da “família” declarou na televisão, candidamente, que ouvia as surras e os pedidos de clemência das duas crianças. E é claro ficou na dela. Afinal, o que ela tem a ver com a vida dos outros? Lembro-me então de minha avó Joana, mulher transgressora das leis do bom comportamento, mas de grande valor moral. Ainda bem jovem não teve medo de invadir a casa de um vizinho, que, bêbado, espancava a mulher e os filhos. Tomou-lhe das mãos o cinto e deu-lhe uma surra. E o covarde não rebateu. De outra vez, invadiu a casa de uma vizinha que surrava constantemente a enteada. Arrancou a criança das mãos da megera e levou-a para nossa casa, onde ficou até que a avó materna viesse busca-la. Ao pai, chamou-o, bem gauchamente, de “banana”, desmoralizado. Será que a humanidade piorou tanto que não se encontram mais Joanas e sim Amantes e vizinhas medrosas e omissas.
O Estatuto é bem elaborado, procura proteger e dignificar a criança, ainda que algumas vezes derrape no excesso. No Art. 16, parágrafo VII, lê-se que o direito à liberdade compreende buscar refúgio, auxílio e orientação. Ou seja, o que os coitados dos garotos procuraram. Continuando, lemos princípios nobres como o que diz que as entidades, dentre as quais acredito estar o tal Conselho Tutelar, têm a obrigação de comunicar à autoridade judiciária, periodicamente, os casos em que se mostre inviável ou impossível o reatamento dos vínculos familiares. Ou ainda, o que serve tanto para o tal Conselho quanto para a tal vizinha, que é dever de TODOS prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente.
É pena que o Brasil seja o Brasil. Dizem que a culpa é dos portugueses, que só se interessavam pelas nossas riquezas. Agora é tarde para mudarmos de colonizadores. O fato é que do Estatuto só ficou para a sociedade a sua parte macunaímica, do herói sem nenhum caráter, defendida por tipos como Eduardo Greenhalgh, aquela que beneficia bandidos. É pena que Joanas, ainda que não sejam boas-moças, mas corajosas e honestas, quase tenham desaparecido, que Amantes – provavelmente de algum bandido – decidam num organismo que deveria primar pela decência, e que vizinhas covardes confessem tranqüilamente sua covardia.
E agora, defensores dos direitos das crianças e dos adolescentes, o que vai acontecer com Edna Aparecida Ribeiro Amante? Ela, tanto quanto a vizinha medrosa, infringiu o Estatuto. Afinal, não disse o Presidente que qualquer trabalho infantil terá seu responsável punido, e tem que ser denunciado, já que fere o referido Estatuto? E no caso da tragédia das duas crianças, não vale a mesma regra?
No fim da vida, cega, a megera que surrava a enteada dizia a minha mãe: “Como eu gostava de Dona Joana! Nós sempre nos demos tão bem!”
Minha mãe e eu nos entreolhávamos e sorriamos.
Data de 1990, e tem como artigo 5o: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou OMISSÃO, aos seus direitos fundamentais”. Lendo nos jornais a história das duas infelizes crianças, ficamos sabendo que foram encontrados na rua, já tarde da noite, e que disseram aos policiais que os encontraram que haviam sido expulsos de casa. E aí entra um outro artigo do Estatuto, que vale a pena lembrar: “Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais”. E diz ainda em artigo mais adiante: “A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis”.
Aí leio no jornal (O Globo-domingo, 7 de setembro): “Na delegacia, a conselheira Edna Aparecida Ribeiro Amante decidiu leva-los de volta para casa. Os meninos não queriam ir e pediram para serem levados a um abrigo, pois tinham medo de voltar para casa.” Ou seja, a tal Conselheira Tutelar, nem siquer procurou averiguar nada – o que é artigo do Estatuto- , mostrou total ausência de compaixão, autorgando-se o dom da propriedade da verdade, acima de qualquer denúncia feita por duas crianças aterrorizadas Mas afinal, que tipo de gente eles empregam no tal de Conselho Tutelar? E o que é, afinal, o tal Conselho Tutelar, que tem nos seus quadros gente tão desqualificada? Diz ele, num de seus primeiros artigos acerca de suas funções: “Atender às crianças e adolescentes que tiverem seus direitos ameaçados por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; por falta; omissão ou abuso dos pais ou responsáveis; ou em razão de sua conduta”.E que atendimento tiveram os infelizes? A Sra. Amante, sabe-se lá de quem, traçou-lhes o trágico destino.
Uma vizinha da “família” declarou na televisão, candidamente, que ouvia as surras e os pedidos de clemência das duas crianças. E é claro ficou na dela. Afinal, o que ela tem a ver com a vida dos outros? Lembro-me então de minha avó Joana, mulher transgressora das leis do bom comportamento, mas de grande valor moral. Ainda bem jovem não teve medo de invadir a casa de um vizinho, que, bêbado, espancava a mulher e os filhos. Tomou-lhe das mãos o cinto e deu-lhe uma surra. E o covarde não rebateu. De outra vez, invadiu a casa de uma vizinha que surrava constantemente a enteada. Arrancou a criança das mãos da megera e levou-a para nossa casa, onde ficou até que a avó materna viesse busca-la. Ao pai, chamou-o, bem gauchamente, de “banana”, desmoralizado. Será que a humanidade piorou tanto que não se encontram mais Joanas e sim Amantes e vizinhas medrosas e omissas.
O Estatuto é bem elaborado, procura proteger e dignificar a criança, ainda que algumas vezes derrape no excesso. No Art. 16, parágrafo VII, lê-se que o direito à liberdade compreende buscar refúgio, auxílio e orientação. Ou seja, o que os coitados dos garotos procuraram. Continuando, lemos princípios nobres como o que diz que as entidades, dentre as quais acredito estar o tal Conselho Tutelar, têm a obrigação de comunicar à autoridade judiciária, periodicamente, os casos em que se mostre inviável ou impossível o reatamento dos vínculos familiares. Ou ainda, o que serve tanto para o tal Conselho quanto para a tal vizinha, que é dever de TODOS prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente.
É pena que o Brasil seja o Brasil. Dizem que a culpa é dos portugueses, que só se interessavam pelas nossas riquezas. Agora é tarde para mudarmos de colonizadores. O fato é que do Estatuto só ficou para a sociedade a sua parte macunaímica, do herói sem nenhum caráter, defendida por tipos como Eduardo Greenhalgh, aquela que beneficia bandidos. É pena que Joanas, ainda que não sejam boas-moças, mas corajosas e honestas, quase tenham desaparecido, que Amantes – provavelmente de algum bandido – decidam num organismo que deveria primar pela decência, e que vizinhas covardes confessem tranqüilamente sua covardia.
E agora, defensores dos direitos das crianças e dos adolescentes, o que vai acontecer com Edna Aparecida Ribeiro Amante? Ela, tanto quanto a vizinha medrosa, infringiu o Estatuto. Afinal, não disse o Presidente que qualquer trabalho infantil terá seu responsável punido, e tem que ser denunciado, já que fere o referido Estatuto? E no caso da tragédia das duas crianças, não vale a mesma regra?
No fim da vida, cega, a megera que surrava a enteada dizia a minha mãe: “Como eu gostava de Dona Joana! Nós sempre nos demos tão bem!”
Minha mãe e eu nos entreolhávamos e sorriamos.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Feios e fedorentos
Estávamos, Ricardo e eu, degustando um vinho chileno, com queijos, e outros petiscos. Nossa saleta de jantar estava iluminada com velas nos castiçais vermelhos, que fazem os meus encantos. A televisão estava ligada, mas conversávamos distraídos. De repente, minha atenção desperta. Surge na tela uma cena cinzenta, uma mulher cinzenta, árvores cinzentas, casas cinzentas. Um mundo cinza, feio, sem graça, infeliz. Senti-me como o escritor russo, Máximo Gorki, ao ver pela primeira vez uma filmagem, em 1896. Odiou-a. Odiou aquele mundo em preto e branco, sem som, sem vida. E descreveu-o: “Ontem à noite, estive no Reino das Sombras. Se vocês pudessem imaginar a estranheza desse mundo! Um mundo sem cores, sem som. Tudo aqui - a terra, a água, o ar, as árvores, as pessoas-, tudo é feito de um cinza monótono. Raios de sol cinzentos, num rosto cinzento, folhas de árvores que são cinzentas como a cinza. Não a vida, mas a sombra da vida.” E assim prossegue descrevendo aquele espectro de vida que a tela lhe mostrava. Não poderia supor que assistia ao início de uma coisa maravilhosa, que todos os dias nos encanta.
Mas ao ver aquelas cenas, de um mundo cinzento – não me lembro se havia algum som –, além de Gorki, me vieram à lembrança meus antigos anos 70, ou mais precisamente meu namorado Robert, que, afinal, tornou-se para mim símbolo daquela época. Da mesma forma que ao ler o texto de Gorki, há algum tempo, lembrei-me dele. Francês, parisiense, conheci-o durante um Congresso. Èramos jovens. Por coincidência ele morava em Porto Alegre, onde ainda mora, cidade para onde eu me mudaria logo depois para fazer meu Mestrado. Com ele aprendi a descobrir do que não gostava, e também do que gostava. Aprendi que não queria viver à chinesa, ao estilo Mao, com roupas cinzas, como as da moça da propaganda. Descobri que não queria ser igual a todo mundo. Descobri que gostava de saltos altos, de cabelos cuidados, com estilo. Descobri, como a moça, no final da propaganda, que gostava de batom, de perfume, de roupas elegantes, de riso, de alegria, de beleza. Descobri que gostava do conforto, do aconchego do lar. Enfim, descobri que gostava de tudo aquilo que ele considerava “da burguesia decadente”. Aprendi que adorava, e adoro, ser burguesa.
Robert foi minha primeira experiência com o mundo triste do socialismo real. Ou será que ele fazia confusão entre feiúra, sujeira, fedor, e revolução? Ao ver, nas Olimpíadas, a beleza de espetáculos que nos ofereceram, o sorriso esfuziante dos chineses, imagino que vivem um momento de quase transfiguração. Mas quando vi os pobres camponeses, trabalhadores braçais que não receberam seus salários, que não sabem como voltar para suas miseráveis aldeias, que não podem siquer sentar nas calçadas, imagino o mundo cinza com que sonhava meu amigo Robert para concretizar a sua tão sonhada revolução socialista. Que afinal, não tirou ninguém da miséria. Muito pelo contrário.
Uma candidata, no seu programa, apresentou-se como contemporânea dos Tupamaros, também sou. Somos daqueles tempos já antigos. Hoje quase ninguém mais sabe quem foram. E, se algum dia sonhei em ser companheira daqueles rebeldes, o sonho começou a se extinguir com o mundo cinza que me apresentava meu namorado francês. Mas se sonhamos o sonho errado, o sonho de um mundo melhor, mais justo, este não acabou.
Como é bom ser burguês! E tenho certeza de que, a julgar pela sua elegância, sempre que o encontro em algum Congresso, Robert, hoje, também pensa assim. Aliás, basta ver alguma cena de Cuba para constatar que não deu certo. E que, apesar da beleza tropical, tudo é feio, sujo, parece fedorento...e cinza. Mas quem sabe, como na história do cinema, alguma coisa maravilhosa está prestes a acontecer por lá?
Um esclarecimento, tratava-se de uma propaganda de “O Boticário”, loja pra lá de burguesa.
Mas ao ver aquelas cenas, de um mundo cinzento – não me lembro se havia algum som –, além de Gorki, me vieram à lembrança meus antigos anos 70, ou mais precisamente meu namorado Robert, que, afinal, tornou-se para mim símbolo daquela época. Da mesma forma que ao ler o texto de Gorki, há algum tempo, lembrei-me dele. Francês, parisiense, conheci-o durante um Congresso. Èramos jovens. Por coincidência ele morava em Porto Alegre, onde ainda mora, cidade para onde eu me mudaria logo depois para fazer meu Mestrado. Com ele aprendi a descobrir do que não gostava, e também do que gostava. Aprendi que não queria viver à chinesa, ao estilo Mao, com roupas cinzas, como as da moça da propaganda. Descobri que não queria ser igual a todo mundo. Descobri que gostava de saltos altos, de cabelos cuidados, com estilo. Descobri, como a moça, no final da propaganda, que gostava de batom, de perfume, de roupas elegantes, de riso, de alegria, de beleza. Descobri que gostava do conforto, do aconchego do lar. Enfim, descobri que gostava de tudo aquilo que ele considerava “da burguesia decadente”. Aprendi que adorava, e adoro, ser burguesa.
Robert foi minha primeira experiência com o mundo triste do socialismo real. Ou será que ele fazia confusão entre feiúra, sujeira, fedor, e revolução? Ao ver, nas Olimpíadas, a beleza de espetáculos que nos ofereceram, o sorriso esfuziante dos chineses, imagino que vivem um momento de quase transfiguração. Mas quando vi os pobres camponeses, trabalhadores braçais que não receberam seus salários, que não sabem como voltar para suas miseráveis aldeias, que não podem siquer sentar nas calçadas, imagino o mundo cinza com que sonhava meu amigo Robert para concretizar a sua tão sonhada revolução socialista. Que afinal, não tirou ninguém da miséria. Muito pelo contrário.
Uma candidata, no seu programa, apresentou-se como contemporânea dos Tupamaros, também sou. Somos daqueles tempos já antigos. Hoje quase ninguém mais sabe quem foram. E, se algum dia sonhei em ser companheira daqueles rebeldes, o sonho começou a se extinguir com o mundo cinza que me apresentava meu namorado francês. Mas se sonhamos o sonho errado, o sonho de um mundo melhor, mais justo, este não acabou.
Como é bom ser burguês! E tenho certeza de que, a julgar pela sua elegância, sempre que o encontro em algum Congresso, Robert, hoje, também pensa assim. Aliás, basta ver alguma cena de Cuba para constatar que não deu certo. E que, apesar da beleza tropical, tudo é feio, sujo, parece fedorento...e cinza. Mas quem sabe, como na história do cinema, alguma coisa maravilhosa está prestes a acontecer por lá?
Um esclarecimento, tratava-se de uma propaganda de “O Boticário”, loja pra lá de burguesa.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Esteja onde estiver.
“Esteja onde estiver, em outros espaços, em outros tempos, ou em outras dimensões, lá estará ele, livre de todas as servidões, nos esperando, para, juntos, fazermos parte do infinito”.
Esta foi uma homenagem que meu amigo Waldyr prestou a meu cunhado. O ano é 2005. Foi enviada a um jornalista que a publicou agora, em 2008, quando chegou a vez de Waldyr partir. José Carlos, meu cunhado, advogado, jornalista, escritor, poeta, foi um de seus melhores amigos. Waldyr, médico, amava as letras, tinha grande sensibilidade e talento, e era um ótimo “causeur”. Em um jantar em nossa casa, distraiu-nos, a mim e a Ricardo, com as velhas histórias de sua família, originária do Líbano. Waldyr partiu, Zé partiu, como é o normal da vida. Mas partiram quando ainda havia muita coisa a fazer e aproveitar. Partiram também alguns de seus melhores amigos, nenhum deles na velhice, e imagino que devam, agora, juntos, participar desse insondável infinito, que nos espera a todos.
Imagino que Waldyr, com seu riso tonitruante, que se anunciava ainda de longe, tenha provocado grande alvoroço entre os amigos que talvez já o esperassem. Não posso saber o que têm a se dizer, mas posso apostar que o papo vai ser longo, cheio de saudade. Ele, o recém-chegado, com a sensibilidade à flor da pele, ao revê-los, deve ter chorado e feito chorar. Posso apostar que chorou por ter sido obrigado a deixar aqui aqueles que amava intensamente, mas também creio que suas lágrimas vieram daquela emoção que sentimos ao reencontrar alguém que amamos e que não vemos há muito tempo.
Há alguns dias falei da espuma dos dias, do imperceptível fio do presente, da incerteza do amanhã. A morte de meu amigo me traz novamente à lembrança tempos antigos, contemporâneos daqueles de que falei então. Caxambu era o palco de encontro de nossas famílias. Eu tinha com meus pais uma negociação tácita de leva-los a passear e, depois, seguir meus próprios programas. Afinal, eu era bem jovem! Havia muita gente, além das crianças. Dos adultos, sobramos Marlene, viúva de meu amigo, sua velha mãe e eu. Aos poucos, a vida foi levando, levando para este insondável infinito, quase todos. Risos, brincadeiras, na hora do almoço, no jantar, foram se extinguindo. Caxambu foi esquecido, as crianças tornaram-se adultas, e há hoje outras crianças. Os jovens de então, nós, ficamos órfãos já há tempos. Hoje, os novos órfãos são aquelas crianças de então. Velhas fotos mostram flagrantes de amigos, de brincadeiras, de momentos de felicidade compartilhada. Jamais vamos esquecer aqueles dias. Mas o “futuro” daquele “presente” já antigo, insondável como o infinito, provou, mais uma vez, a sua total imprevisibilidade. Meu irmão Sergio partiu, ainda tão jovem! Partiu Zé, Teresa, minha inesquecível irmã. Quem poderia supor que um dos mais velhos os sobreviveria? Dos adultos, estamos aqui, Marlene e eu, para relembrar, rir e chorar.
Waldyr foi o amigo fiel que nos acompanhou em nossas sucessivas perdas, até que, tendo perdido todos os que comigo escreveram minha história mais antiga, senti sua mão amiga, seu abraço, que me dizia “Pode contar comigo”.
Obrigada, meu amigo. Um dia, não sei quando, sei que poderei falar-lhe de minha gratidão.
E até Deus sabe quando.
Esta foi uma homenagem que meu amigo Waldyr prestou a meu cunhado. O ano é 2005. Foi enviada a um jornalista que a publicou agora, em 2008, quando chegou a vez de Waldyr partir. José Carlos, meu cunhado, advogado, jornalista, escritor, poeta, foi um de seus melhores amigos. Waldyr, médico, amava as letras, tinha grande sensibilidade e talento, e era um ótimo “causeur”. Em um jantar em nossa casa, distraiu-nos, a mim e a Ricardo, com as velhas histórias de sua família, originária do Líbano. Waldyr partiu, Zé partiu, como é o normal da vida. Mas partiram quando ainda havia muita coisa a fazer e aproveitar. Partiram também alguns de seus melhores amigos, nenhum deles na velhice, e imagino que devam, agora, juntos, participar desse insondável infinito, que nos espera a todos.
Imagino que Waldyr, com seu riso tonitruante, que se anunciava ainda de longe, tenha provocado grande alvoroço entre os amigos que talvez já o esperassem. Não posso saber o que têm a se dizer, mas posso apostar que o papo vai ser longo, cheio de saudade. Ele, o recém-chegado, com a sensibilidade à flor da pele, ao revê-los, deve ter chorado e feito chorar. Posso apostar que chorou por ter sido obrigado a deixar aqui aqueles que amava intensamente, mas também creio que suas lágrimas vieram daquela emoção que sentimos ao reencontrar alguém que amamos e que não vemos há muito tempo.
Há alguns dias falei da espuma dos dias, do imperceptível fio do presente, da incerteza do amanhã. A morte de meu amigo me traz novamente à lembrança tempos antigos, contemporâneos daqueles de que falei então. Caxambu era o palco de encontro de nossas famílias. Eu tinha com meus pais uma negociação tácita de leva-los a passear e, depois, seguir meus próprios programas. Afinal, eu era bem jovem! Havia muita gente, além das crianças. Dos adultos, sobramos Marlene, viúva de meu amigo, sua velha mãe e eu. Aos poucos, a vida foi levando, levando para este insondável infinito, quase todos. Risos, brincadeiras, na hora do almoço, no jantar, foram se extinguindo. Caxambu foi esquecido, as crianças tornaram-se adultas, e há hoje outras crianças. Os jovens de então, nós, ficamos órfãos já há tempos. Hoje, os novos órfãos são aquelas crianças de então. Velhas fotos mostram flagrantes de amigos, de brincadeiras, de momentos de felicidade compartilhada. Jamais vamos esquecer aqueles dias. Mas o “futuro” daquele “presente” já antigo, insondável como o infinito, provou, mais uma vez, a sua total imprevisibilidade. Meu irmão Sergio partiu, ainda tão jovem! Partiu Zé, Teresa, minha inesquecível irmã. Quem poderia supor que um dos mais velhos os sobreviveria? Dos adultos, estamos aqui, Marlene e eu, para relembrar, rir e chorar.
Waldyr foi o amigo fiel que nos acompanhou em nossas sucessivas perdas, até que, tendo perdido todos os que comigo escreveram minha história mais antiga, senti sua mão amiga, seu abraço, que me dizia “Pode contar comigo”.
Obrigada, meu amigo. Um dia, não sei quando, sei que poderei falar-lhe de minha gratidão.
E até Deus sabe quando.
sábado, 16 de agosto de 2008
Quem se habilita?
“Quem se habilita a despachar Chavez para o outro mundo?”
É uma pergunta cruel, uma proposta indecorosa, vale uma punição de Deus, afinal o homenzinho é filho Dele. Será? Para mim, Chavez nasceu de um incesto do demônio com alguma demônia irmã. Procuro no que conheço de governantes desclassificados, corruptos, ordinários, feios, nojentos, e não encontro nada parecido. Somoza, Stroeesner (?), Pinochet, e tantos outros rebentos horrendos surgidos, por esta América Latina, parecem gente melhor perto dele. Os grandes monstros da História contemporânea, Hitler, Mussolini, Mao, Stalin, e aqueles de nome arrevesado lá do Extremo Oriente, tinham, pelo menos, um pouco mais de compostura. E afinal, já foram varridos do convívio humano, por decisão da vida. Porque Chavez tem a compostura de um dono de bordel. E olhe lá!
Perto dele Lula parece um Churchill, um Roosevelt, toma ares de estadista. O índio fica parecendo um refinado galã de cinema. Rafael Correa, do Equador, aliás, o mais cultivado de todos, parece Dom Quixote ao lado de Sancho Pança. Só se compara a ele, o tal de Ortega, figurinha mais do que subalterna, acusado de haver estuprado a enteada, com ou sem a conivência da mulher, durante anos. Aliás, de tão subalterna, pensei que houvesse morrido, e levei um susto quando apareceu como Presidente. Ou seja, trocaram Somoza por Ortega, e tudo ficou na mesma podridão, só que agora à esquerda. Isto sem esquecer a patética figura de Cristina Kichner, tentando repetir Evita, sem ter nenhum de seus atributos, a começar pela inteligência e carisma. Ah! E ainda tem um ex-Bispo, oriundo da Teologia da Libertação, que, é claro, se alinha com todos estes e está tentando, em nome de uma ideologia que não deu certo em lugar nenhum, extorquir dinheiro do companheiro Lula. E pairando sobre todos o morto-vivo, Fidel. Ou será que já desencarnou e a gente nem ficou sabendo? Porque, nos regimes totalitários, tudo é mantido em segredo.
Não temos, e continuaremos a não ter, nenhuma importância no cenário mundial. Nossos povos vivem, em sua maioria, em condições precaríssimas. A corrupção grassa. Antes era a direita que nos infelicitava, mas havia esperança. Hoje somos assolados pela ideologia do fracasso, aquela que afundou todos os países onde se estabeleceu. E tem produzido para o mundo capitalista um exercito de prostitutas e proxenetas. Afinal, é preciso sobreviver. Tenho medo do que está por acontecer, aqui, no Brasil, tenho medo do MST, da Via Campesina, da Teologia da Libertação, que se perdeu nos descaminhos do marxismo.
É preciso lembrar que os Bárbaros invadiram o Império Romano não para destruí-lo, mas, sobretudo, porque queriam usufruir dos benefícios de uma civilização que oferecia aos cidadãos aquilo com que eles, Bárbaros, sonhavam. Porque, afinal, como já descobriram os chineses, lá ao jeito despótico deles, o que todo mundo quer é poder viver bem, confortavelmente, com segurança. E para nós, que não temos cultura despótica, com liberdade.
É uma pergunta cruel, uma proposta indecorosa, vale uma punição de Deus, afinal o homenzinho é filho Dele. Será? Para mim, Chavez nasceu de um incesto do demônio com alguma demônia irmã. Procuro no que conheço de governantes desclassificados, corruptos, ordinários, feios, nojentos, e não encontro nada parecido. Somoza, Stroeesner (?), Pinochet, e tantos outros rebentos horrendos surgidos, por esta América Latina, parecem gente melhor perto dele. Os grandes monstros da História contemporânea, Hitler, Mussolini, Mao, Stalin, e aqueles de nome arrevesado lá do Extremo Oriente, tinham, pelo menos, um pouco mais de compostura. E afinal, já foram varridos do convívio humano, por decisão da vida. Porque Chavez tem a compostura de um dono de bordel. E olhe lá!
Perto dele Lula parece um Churchill, um Roosevelt, toma ares de estadista. O índio fica parecendo um refinado galã de cinema. Rafael Correa, do Equador, aliás, o mais cultivado de todos, parece Dom Quixote ao lado de Sancho Pança. Só se compara a ele, o tal de Ortega, figurinha mais do que subalterna, acusado de haver estuprado a enteada, com ou sem a conivência da mulher, durante anos. Aliás, de tão subalterna, pensei que houvesse morrido, e levei um susto quando apareceu como Presidente. Ou seja, trocaram Somoza por Ortega, e tudo ficou na mesma podridão, só que agora à esquerda. Isto sem esquecer a patética figura de Cristina Kichner, tentando repetir Evita, sem ter nenhum de seus atributos, a começar pela inteligência e carisma. Ah! E ainda tem um ex-Bispo, oriundo da Teologia da Libertação, que, é claro, se alinha com todos estes e está tentando, em nome de uma ideologia que não deu certo em lugar nenhum, extorquir dinheiro do companheiro Lula. E pairando sobre todos o morto-vivo, Fidel. Ou será que já desencarnou e a gente nem ficou sabendo? Porque, nos regimes totalitários, tudo é mantido em segredo.
Não temos, e continuaremos a não ter, nenhuma importância no cenário mundial. Nossos povos vivem, em sua maioria, em condições precaríssimas. A corrupção grassa. Antes era a direita que nos infelicitava, mas havia esperança. Hoje somos assolados pela ideologia do fracasso, aquela que afundou todos os países onde se estabeleceu. E tem produzido para o mundo capitalista um exercito de prostitutas e proxenetas. Afinal, é preciso sobreviver. Tenho medo do que está por acontecer, aqui, no Brasil, tenho medo do MST, da Via Campesina, da Teologia da Libertação, que se perdeu nos descaminhos do marxismo.
É preciso lembrar que os Bárbaros invadiram o Império Romano não para destruí-lo, mas, sobretudo, porque queriam usufruir dos benefícios de uma civilização que oferecia aos cidadãos aquilo com que eles, Bárbaros, sonhavam. Porque, afinal, como já descobriram os chineses, lá ao jeito despótico deles, o que todo mundo quer é poder viver bem, confortavelmente, com segurança. E para nós, que não temos cultura despótica, com liberdade.
Assinar:
Postagens (Atom)